sábado, 16 de agosto de 2014

CORUJAS DAS TORRES


 (POEMA DE ROSA KAPILA)

CORUJAS DAS TORRES

“Pra mim livro é vida; desde que eu era muito pequena,

os livros me deram casa e comida.”

(Lygia Bojunga Nunes)







MEUS LIVROS ABERTOS

EM PÚBLICO

SÃO MISTÉRIOS PARA O SOSSEGO

DE UMA VIDA.

MEU CORPO VAI  VAGUEANDO

DE ENCOSTA EM ENCOSTA

ÀS VEZES NÃO QUERO PONTUAÇÃO

PORQUE PRECISO FAZER SAFÁRI

COM AS PALAVRAS

VENHO COMPONDO

A CENA MISTERIOSA

DOS LIVROS QUE LI

QUERO FAZER FALAR

ALGUMAS CRIATURAS

DE CHECOV  &  SHAKESPEARE.

A LUA ENTRE ÁRVORES

ME  ANUNCIA  A NOITE...

A NOITE QUE LI DE  ALLAN POE

E MAIS:

SE O VIAJANTE NUMA NOITE

DENTRO DA NOITE VELOZ

NADA BRANCO À NOITE

SONHO DE UMA  NOITE DE VERÃO

A NOITE DOS TEMPOS

CORUJAS DAS NOITES.

NÃO PRECISO MATAR A LUA

PRA TER NOITE.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O LIVRO DAS CORUJAS: OLHO AS UVAS QUE SANGRAM EM TUA BOCA

O LIVRO DAS CORUJAS: OLHO AS UVAS QUE SANGRAM EM TUA BOCA: (POEMA DE ROSA KAPILA) OLHO AS UVAS SUAVES QUE SANGRAM EM TUA BOCA Olhei a senda da parede /meus olhos ficaram truncad...

OLHO AS UVAS QUE SANGRAM EM TUA BOCA



(POEMA DE ROSA KAPILA)
OLHO AS UVAS SUAVES QUE SANGRAM EM TUA BOCA

Olhei a senda da parede
/meus olhos ficaram truncados
/como uma via láctea em dobro.
Lembro seus braços brancos
/tal qual leite numa caçarola.
...Sensual cheiro em linda cabeleira.
Tenho um tango na manga.
Penso no amor dos marinheiros
/que deixam promessas.
O amor se reparte
/e é fugaz.
Venho de seus braços
/não sabia aonde iria.
Olho as uvas suaves que sangram
/em tua boca.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O LIVRO DAS CORUJAS: TOMEI UM CAFÉ SELVAGEM

O LIVRO DAS CORUJAS: TOMEI UM CAFÉ SELVAGEM: TOMEI UM CAFÉ SELVAGEM NUMA CASA SUBTERRÂNEA (ROSA KAPILA)

O RIO SEMPRE QUER SER VISITADO

O RIO SEMPRE QUER SER VISITADO
“As lagartas cabeludas que caíam
/dos seus galhos e voltavam a subir,arrastando-se
/me ensinaram a determinação”.

(Clarissa Pinkola)

O RIO SEMPRE QUER SER VISITADO

O RIO SEMPRE QUER SER VISITADO
“As lagartas cabeludas que caíam
/dos seus galhos e voltavam a subir,arrastando-se
/me ensinaram a determinação”.

(Clarissa Pinkola)